quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Caixinhas


Porta Controle Remoto



Porta Jóias

Caneteiro

Porta Trecos feito com latinha de batata Pringles

domingo, 22 de agosto de 2010

Dia do Soldado

Esse chapéu fizemos ano passado, fiz um molde para entender como fica e mais uma foto com as crianças usando ele.

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nenhum professor é obrigado a comparecer à escola fora de seu horário de trabalho

Clipping Educacional - Fax Urgente 42/2009


Estava passeando pelos blogs e achei esse artigo em http://proportoseguro.blogspot.com/, blog muito bom por sinal.

Mesmo depois do esclarecimento feito por meio do Fax Urgente 42/2009, muitas subsedes continuam buscando informações sobre convocações de professores para ministrarem aulas suspensas pelo Governador (pontes e outros feriados, problemas de falta d’água etc) e outras situações em que se busca obrigar o professor a comparecer na escola fora de seu horário de trabalho. A Secretaria de Legislação e Defesa dos Associados esclarece:

Aulas aos sábados


A Secretaria de Legislação e Defesa dos Associados, após várias decisões judiciais favoráveis, reafirma orientações sobre aulas aos sábados.

Entendemos que as aulas aos sábados não são obrigatórias para o professor, ainda que elas constem no calendário escolar, ainda que sejam para repor dias letivos não dados, ainda que sejam destinadas a suprir a necessidade de se completar os 200 dias letivos por conta de feriados e afins. O professor, nos termos do artigo 10 da Lei Complementar 836/97, é admitido para lecionar determinada jornada semanal de trabalho. Se, de segunda até sexta-feira, o docente cumprir a sua carga horária semanal, não há nada que o obrigue a estar presente na escola para cumprir mais do que a jornada dele obriga. A única exceção diz respeito ao professor com jornada de 24 horas-aula que leciona em escolas com três turnos diurnos (quatro horas de aula para cada turno).

Neste caso, o professor precisa cumprir a jornada pelo qual foi contratado.

Reposição de dias

No caso da convocação para reposição de dias devido à pontes de feriados, falecimento de governador, falta de água na escola, feriados e afins, independente da previsão no calendário, a Secretaria de Legislação e Defesa dos associados entende que devem ser consideradas as determinações do artigo 91 da LC 444/85 (Estatuto do Magistério), combinadas com o artigo 10 da LC 836/97 (Plano de Carreira).

O artigo 91 fala que as aulas que são suspensas em virtude de determinação superior são consideradas aulas dadas. Pois bem, no caso de falta d´água, falta de luz, assalto na escola e afins, fica fácil de entender, porque o professor, sem ter como se opor, acata a decisão do diretor e vai para casa. Pelo artigo 91, esse dia é considerado como se tivesse havido aula.

No caso de pontes de feriados, idem, porque, a despeito de haver previsão no calendário, a não existência das aulas em um dia que seria útil se deve não a uma vontade do professor individualmente, mas do Conselho de Escola, órgão que, considerando-se o professor, lhe é superior. Esse raciocínio existe ainda que o professor componha o conselho de escola. O mesmo com os feriados.

Orientações

Diante do exposto, a Secretaria de Legislação reforça as seguintes orientações: o professor que receber falta por não comparecer às aulas aos sábados deve solicitar, através de requerimento, a retirada dessa falta. Com o indeferimento, pode ingressar com mandado de segurança.

No caso do comparecimento, o docente pode requisitar pagamento de serviço extraordinário, em ação ordinária.

Cabe ressaltar, no entanto, que em ambas situações quem resolverá a pendência é o Poder Judiciário.

No caso de derrota no mandado de segurança, o professor permanecerá com a falta, podendo prejudicar licenças prêmios e afins. No caso da ação ordinária para cobrar o serviço extraordinário, o professor poderá ter que pagar honorários advocatícios.

Para os professores que tencionam ingressar com ações visando o pagamento de serviço extraordinário, em virtude de, na maioria dos casos, se tratar de necessidade que ocorrerá durante todo o ano (especialmente em escolas cujo calendário já traga aulas aos sábados), orientamos a requerer o pagamento do serviço extraordinário em relação a cada um dos comparecimentos ao serviço. Diante dos indeferimentos, deve guardá-los até o final do ano, para que possamos fazer uma ação com repercussão econômica mais significativa.

Diretoria da APEOESP

Fonte: http://apeoespsub.org.br/ 
  
Retirado do blog: http://profcoordenadorpira.blogspot.com/

Trava-Línguas

Folclore brasileiro: TRAVA-LÍNGUAS.




Trata-se de uma modalidade de Parlenda. É uma arrumação de palavras sem acompanhamento de melodia, mas às vezes rimada, obedecendo a um ritmo que a própria metrificação lhe empresta. A finalidade é entreter a criança, ensinando-lhe algo. No interior, aí pela noitinha, naquela hora conhecida como “boca da noite”, as mulheres costumam brincar com seus filhos ensinando-lhes parlendas, brinquedos e trava-línguas. Uma das mais comuns é a elas ensinam aos filhos apontando-lhes os dedinhos da mão – Minguinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo e mata piolho. 
Cascudo (Literatura Oral no Brasil , 1984 ) incluiu o trava - língua nos contos acumulativos , seguindo a classificação de Antti Aarne / Stith Thompson , com o que não concorda Almeida ( Manual de coleta folclórica , 1965 ) , dizendo que os trava-línguas muitas vezes não são estórias , mas jogos de palavras difíceis de serem pronunciadas. São antes brincadeiras .
Todos os trava-línguas são propostos por fórmulas tradicionais, como : ''fale bem depressa ''; ''repita três vezes '' ; ''diga correndo '', e similares. O importante no trava-língua é que ele deve ser repetido de cor , várias vezes seguidas e tão depressa quanto possível . Lido, e devagar, perde a graça e a finalidade


Trava-línguas:

O peito do pé do pai do padre Pedro é preto.
A babá boba bebeu o leite do bebê .
O dedo do Dudu é duro
A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
Quem a paca cara compra , cara a paca pagará
O Papa papa o papo do pato .
Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia
Norma nina o nenê da Neuza
A chave do chefe Chaves está no chaveiro .
Sabia que a mãe do sabiá sabia que sabiá sabia assobiar?
Um limão , dois limões , meio limão .
É muito socó para um socó só coçar!
Nunca vi um doce tão doce como este doce de batata-doce!
O padre pouca capa tem, pouca capa compra .
Chega de cheiro de cera suja !
É preto o prato do pato preto
Bagre branco ; branco bagre
Um tigre , dois tigres , três tigres.
Três tristes tigres trigo comiam .



A ARANHA E A JARRA

Debaixo da cama tem uma jarra.
Dentro da jarra tem uma aranha.
Tanto a aranha arranha a jarra,
Como a jarra arranha a aranha.


A LARGATIXA DA TIA

Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia em que a sua tia
Chamar a largatixa de lagartixa.


CAJU


O caju do Juca
E a jaca do cajá.
O jacá da Juju
E o caju do Cacá.


LUZIA E OS LUSTRES


Luzia listra os
Lustres listrados.


MALUCA


Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.


MOLENGA


Maria-mole é molenga.
Se não é molenga
não é maria-mole.
É coisa malemolente,
nem mala, nem mola,
nem maria, nem mole.


NÃO CONFUNDA!


Não confunda ornitorrinco
Com otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco é ornitorrinco,
Ornitologista, é ornitologista,
E otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.


O DESENLADRILHADOR


Essa casa está ladrilhada.
Quem a desenladrilhará?
O desenladrilhador que a desenladrilhar,
Bom desenladrilhador será !


O tecelão


Tecelão tece o tecido
Em sete sedas de Sião
Tem sido a seda tecida
Na sorte do tecelão


Atrás da Pia


Atrás da pia tem um prato
Um pinto e um gato
Pinga a pia, apara o prato
Pia o pinto e mia o gato.


Sapo no saco


Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro
O sapo batendo papo
E o papo soltando vento.


Mafagafos


Um ninho de mafagafa
Com sete mafagafinhos
Quem desmafagaguifá
Bom desmafagaguifador será.


VELHO FÉLIX


Lá vem o velho Félix,
Com um fole velho nas costas,
Tanto fede o velho Félix,
Como o fole do velho Félix fede.


TEMPO


O tempo perguntou ao tempo,
Quanto tempo o tempo tem,
O tempo respondeu ao tempo,
Que não tinha tempo,
De ver quanto tempo,
O tempo tem.


SEU TATÁ


O seu Tatá tá?
Não, o seu Tatá não tá,
Mas a mulher do seu Tatá tá.
E quando a mulher do seu Tatá tá,
É a mesma coisa que o seu Tatá tá,tá?


O Pintor Português


PAULO PEREIRA PINTO PEIXOTO,
POBRE PINTOR PORTUGUÊS,
PINTA PERFEITAMENTE
PORTAS, PAREDES E PIAS,
POR PARCO PREÇO, PATRÃO.


O Rato Roeu


O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA,
O RATO ROEU A ROUPA DO REI DA RÚSSIA,
O RATO ROEU A ROUPA DO RODOVALHO…
O RATO A ROER ROÍA.
E A ROSA RITA RAMALHO
DO RATO A ROER SE RIA.
A RATA ROEU A ROLHA
DA GARRAFA DA RAINHA.


O PINTO PIA


A PIPA PINGA.
PINGA A PIPA,
O PINTO PIA.
PIPA PINGA.
QUANTO MAIS
O PINTO PIA
MAIS A PIPA PINGA.


GATO ESCONDIDO


GATO ESCONDIDO
COM RABO DE FORA
TÁ MAIS ESCONDIDO
QUE RABO ESCONDIDO
COM GATO DE FORA.


O SABIÁ


Sabia que o sabiá
sabia assobiar?


PAPA PAPÃO


Se o papa papasse pão.
Se o papa papasse papa.
Se o papa papasse tudo,
Seria um papa papão.


O RATO


O rato roeu a roupa,
Do rei de Roma.
e a rainha, de raiva,
roeu o resto


Palminha


Palma, palminha,
Palminha de Guiné
Pra quando papai vié,
Mamãe dá a papinha,
Vovó bate cipó,
Na bundinha do nenê.


SABER


Sabendo o que sei e sabendo
O que sabes e o que não sabes
E o que não sabemos, ambos saberemos
Se somos sábios, sabidos
Ou simplesmente saberemos
Se somos sabedores.


Bão Balalão


Bão, babalão,
Senhor Capitão,
Espada na cinta,
Ginete na mão.
Em terra de mouro
Morreu seu irmão,
Cozido e assado
No seu caldeirão

Ou Bão-balalão!(variação)
Senhor capitão!
Em terras de mouro
Morreu meu irmão,
Cozido e assado
Em um caldeirão;

Lanço o laço no salão.
O lenço, lanço. A lança, não.

Tatu tauató, tatuetê taí.
Tem tanto tatu, não tem

YouTube - Sou educadora

YouTube - Sou educadora

Esse vídeo é muito legal!

Antes de ser mãe...



Antes de ser mãe, eu fazia e comia os alimentos ainda quentes. 
Eu não tinha roupas manchadas, 
tinha calmas conversas ao telefone. 
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria, 
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama. 
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes

Antes de ser mãe, 
eu limpava minha casa todo dia. 
Eu não tropeçava em brinquedos e 
nem pensava em canções de ninar. 
Antes de ser mãe, eu não me preocupava: 
Se minhas plantas eram venenosas ou não. 
Imunizações e vacinas então, 
eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe, 
ninguém vomitou e nem fez xixi em mim, 
Nem me beliscou sem nenhum cuidado, 
com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe, 
eu tinha controle sobre a minha mente, 
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos, 
e dormia a noite toda.

Antes de ser mãe,eu nunca tive que 
segurar uma criança chorando, 
para que médicos pudessem fazer testes 
ou aplicar injeções. 
Eu nunca chorei olhando pequeninos 
olhos que choravam. 

Nunca fiquei gloriosamente feliz 
com uma simples risadinha. 
Nem fiquei sentada horas e horas 
olhando um bebê dormindo. 

Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança, 
só por não querer afastar meu corpo do dela. 
Eu nunca senti meu coração se despedaçar, 
quando não pude estancar uma dor. 
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina, 
pudesse mudar tanto a minha vida e 
que pudesse amar alguém tanto assim. 
E não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação, 
de ter meu coração fora do meu próprio corpo. 
Não conhecia a felicidade de 
alimentar um bebê faminto. 
Não conhecia esse laço que existe 
entre a mãe e a sua criança. 
E não imaginava que algo tão pequenino, 
pudesse fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe, eu nunca me levantei 
à noite toda , cada 10 minutos, para me 
certificar de que tudo estava bem. 
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, 
a dor e a satisfação de ser uma mãe. 
Eu não sabia que era capaz de ter 
sentimentos tão fortes. 

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus, 
Por eu ser agora um alguém tão frágil 
e tão forte ao mesmo tempo. 
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

Autor: (Silvia Schmidt)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Socialização infantil fora do ambiente familiar

Durante o processo de socialização na família, a criança começa a se dar conta que não é o centro do universo e que há regras para uma convivência saudável, que precisam ser obedecidas e respeitadas. É com os pais que ouve os primeiros ¨nãos¨ e aprende a obedecer, seja para impedir que se machuque ou por não poder satisfazer seus desejos mais imediatos.

Dentre os meios que favorecem e auxiliam a vida social da criança fora do lar, certamente a escola ou equivalente é a mais importante, por ser uma sociedade em miniatura.

Para a criança significa se aventurar num mundo completamente novo, longe dos pais e dos irmãos, tendo que se adaptar a novas regras, limites e horários, muitas vezes mais rígidos.

Se os pais escolheram uma instituição educativa dentro da comunidade em que vivem, provavelmente os valores morais e sociais serão semelhantes aos que eles adotam, facilitando o entrosamento infantil no novo grupo social.

A criança formará novas amizades, influenciando e sendo influenciada por elas, adquirirá maior autonomia e novos hábitos, aprenderá a assumir algumas responsabilidades por seus atos, de acordo com a fase em que se encontra. 
Por exemplo: se ainda usa fralda é bem capaz de deixar de usá-la porque observou seu amiguinho se utilizando normalmente do sanitário: ou deixar a mamadeira para se utilizar de copo e assim por diante. Provavelmente também falará mais cedo, aprenderá a compartilhar suas coisas...

Mas não imitará apenas comportamentos e atitudes positivos. Conflitos entre aquilo que os pais ensinaram e o que aprendeu com seus amiguinhos, podem surgir. Cabe aos pais orientar seus filhos do que é ou não conveniente encorajar e manter e diferenciar o certo do errado, já que é função parental.

No ambiente escolar a criança também terá contato com as diferenças culturais, sociais, econômicas, de raça, credo, opiniões e pontos de vista, possivelmente pela primeira vez, o que oferece oportunidade para o professor semear respeito, compreensão, tolerância e inclusão.

Não são todas as crianças que são aceitas pelo grupo, mas elas acabam elegendo um grupo menor e homogêneo para interagir com mais facilidade.

Apesar de o professor ser uma figura de autoridade, os pais não devem pensar que é da responsabilidade dele ou da instituição, a educação de seu filho. A educação familiar, como o próprio nome sugere, é função da família. Obviamente que o professor procura estabelecer ordem, disciplina, cobra obediência, evita que as crianças se machuquem, fortalece as regras morais e sociais conforme os eventos se sucedem no grupo, além de ministrar habilidades escolares.

As crianças iniciam a socialização fora do lar cada vez mais cedo. De qualquer forma, dependem exclusivamente de uma boa preparação feita pelos pais, para que não entrem em choque com a nova realidade e não se sintam rejeitadas e abandonadas pelas pessoas que mais ama e necessita.

Não importa o tempo de vida que tenha, os pais devem se utilizar de palavras convenientes à compreensão de seu filho para lhe explicar os motivos pelos quais está colocando-o na escola, creche, berçário ou outra instituição com finalidade semelhante.

Por certo que a criança que obteve uma educação familiar adequada, amorosa e firme, poderá ter uma adaptação social mais amistosa, interagindo com seus pares com muito respeito e companheirismo.

Os 10 mandamentos dos pais inteligentes emocionalmente.

Filhos precisam de muito mais do que banho, peito e troca de fraldas, precisam de pai e mãe inteligentes emocionalmente.


AMOR. Toda criança precisa e espera ser amada pelos pais e sempre oferece seu amor em troca.
Um amor feito de gestos, dedicação e não apenas de palavras.


RESPEITO. Aceitar seu filho como ele é. Entender que ele vai crescer e construir sua própria vida, de modo diferente do que fizeram o pai e a mãe. Saber que a grande meta na vida dessa criança é torna-se ela própria e não uma simples repetição do que foram seus pais.


CONFIANÇA. A confiança nasce e se torna firme, quando cada lado sabe que o outro está agindo, ou vai agir, dentro de regras conhecidas, esperadas e aceitas. Quando confiamos em um filho, sua tendência é sentir-se elogiado e esforça-se para continuar merecendo essa confiança.


DIÁLOGO. A medida que um filho cresce, deve-se ir dando condições para que ele diga o que pensa e o que sente. Treinando-o para transformar em palavras as coisas difíceis de enfrentar: seus medos, suas dúvidas, os sentimentos positivos e negativos.


LIMITE. A criança deve receber liberdade como um bem preciso, para ser bem usado, com responsabilidade. É um direito que ela tem de decidir coisas por conta própria, mas dentro de regras que são ensinadas na vida em família.


COMPARAÇÃO. Para a criança a comparação sugere uma preferência, significa que sua mãe ou pai acha uma outra criança melhor do que ela, e que seus esforços não estão valendo a pena.


PRIVACIDADE. Sim, os filhos tem não só o direito como necessidade de privacidade. Eles precisam, assim como os adultos, excluir outras pessoas de sua vida em certas ocasiões e isso não significa que não goste delas.


CRÍTICAS. A maioria das crianças acredita no que os pais lhes dizem. E observações negativas sobre a criança podem se tornar profecias auto-realizadoras.


ZOMBAR. Crianças são afetadas pelo deboche dos pais. Colocações exageradas contaminam o amor-próprio do pequeno.


MENTIRA. Sempre tem um jeito de contar a criança o que realmente está acontecendo, em qualquer idade. A criança é extremamente sensível e "percebe" sempre que há algo errado.


Clarice Skalkowicz Jreissati
Psicóloga

Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br

Os limites, as leis e o papel dos pais em transmití-los aos filhos


Muitas vezes nos parece fácil falar de limites. Educadores e psicólogos enumeram uma série de regras e "porquês" do que se deve ou não fazer com uma criança para transmitir-lhe os tais "limites". Mas por que na prática isso se torna uma tarefa tão difícil? Por que os pais tantas vezes se vêem esgotados em repreender os filhos e, na maioria das vezes, não obtêm resultados?


A questão do limite no desenvolvimento de uma criança é muito mais complexa do que se imagina e são justamente os pais (ou aqueles que cuidam da criança) os grandes responsáveis pela sua adaptação crítica às regras sociais.


Bom, você deve estar se perguntando o porquê desta questão ser tão complexa, e também o porquê qualquer teoria 
acerca do comportamento infantil não ser capaz de "dar conta do recado na hora H", isto é, na hora de impor limites a uma criança.


A resposta para essa questão é que essa complexidade se funda na forma através da qual os limites são passados. Na verdade trata-se de um aprendizado puramente emocional e, portanto, falar de teoria neste momento não ajuda muito.


A maior dificuldade encontrada nesse aprendizado sustenta-se na afirmativa: os pais, ao tentarem impor limites para seus filhos, inevitavelmente estarão tendo que lidar com suas próprias questões e problemas relacionados a limites.
Entendendo-se a palavra limite como regras ou leis em geral podemos citar alguns exemplos. Um pai ou uma mãe que teve dificuldade em internalizar ou apreender os limites dados pelos seus próprios pais, terão inevitavelmente dificuldade em transmitir esse aprendizado aos filhos, pois estarão tentando passar um aprendizado que não se afirma na sua prática cotidiana. Um pai que tem como hábito cometer excesso de velocidade ao dirigir veículos, certamente não poderá convencer o seu filhinho de que ele não deve cometer excessos, pois ele mesmo não respeita esses limites.


A partir desse momento creio que "papais e mamães" já estejam começando a compreender porque impor limites para um filho é tão complicado. Na verdade, esta complicação surge porque o tempo todo estamos lidando com nossos próprios limites, atualizando-os e revivendo a maneira pela qual estes nos foram transmitidos pelos nossos pais.


Neste momento lembro-me daquela antiga frase, "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" . Isso porque a maioria dos pais busca dar limites aos filhos desta forma, repreendendo a criança de cometer excessos, porém praticando atos excessivos, como por exemplo, bater com violência.


Infelizmente, não posso ensinar aos pais o que fazer durante esse aprendizado dos filhos (até porque cada casal é diferente e cada filho também), todavia, constitui-se tarefa fundamental para os pais durante esse processo rever suas atitudes, crenças e valores; procurando transmitir aos filhos apenas aquilo que lhes seja legítimo.


É importante, ainda, dizer que os pais devem sempre representar figuras de autoridade diante dos filhos, porém isto não necessariamente significa que desempenhem apenas funções punitivas. A figura de autoridade deve ser firme porque esse papel primariamente desempenhado pelos pais e respeitado pela criança, será futuramente desempenhado pela sociedade e retratado pelas leis.


Dessa forma, a figura de autoridade dos pais, a maneira pela qual a criança vai lidar com ela e com os limites, constitui-se a base para a introjeção das regras sociais e a adaptação a elas na idade adulta.


Fernanda Travassos
Psicoterapeuta